{"id":7943,"date":"2021-11-22T18:56:45","date_gmt":"2021-11-22T18:56:45","guid":{"rendered":"http:\/\/observamus.com.br\/?p=7943"},"modified":"2021-11-23T12:33:04","modified_gmt":"2021-11-23T12:33:04","slug":"lancamento-da-primeira-traducao-publicada-de-um-classico-da-etnologia-sulamricanista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observamus.com.br\/index.php\/2021\/11\/22\/lancamento-da-primeira-traducao-publicada-de-um-classico-da-etnologia-sulamricanista\/","title":{"rendered":"Lan\u00e7amento da primeira tradu\u00e7\u00e3o publicada de um cl\u00e1ssico da etnologia sulamericanista"},"content":{"rendered":"","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 lan\u00e7ada no dia 8 de novembro, pela Editora Hedra (S\u00e3o Paulo), a primeira tradu\u00e7\u00e3o publicada de um cl\u00e1ssico da etnologia sulamericanista. <\/p>\n<p>Petschelies, Erik &#038; Schr\u00f6der, Peter (eds.). 2021. Max Schmidt: Os Aruaques. Tradu\u00e7\u00e3o: Erik Petschelies (Cole\u00e7\u00e3o Mundo Ind\u00edgena) S\u00e3o Paulo: Hedra.<br \/>\n<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.hedra.com.br\/shop\/product\/9786589705222-os-aruaques-max-schmidt-erik-petschelies-peter-schroder-editora-hedra-soc002010-122187\"> clique aqui para efetuar a compra online <\/a><\/p>\n<p>Max Schmidt (1874-1950) dedicou sua vida de estudos aos povos ind\u00edgenas sul-americanos. Apesar de sua grande contribui\u00e7\u00e3o ao estudo das culturas e hist\u00f3ria desses povos, sua obra ainda \u00e9 pouco conhecida no Brasil. \u00c9 ele o autor do cl\u00e1ssico Os Aruaques, publicado originalmente em 1917, livro que at\u00e9 hoje ocupa o lugar de um dos mais originais e importantes estudos da etnologia sul-americanista.<br \/>\n<br \/>\nA obra levanta quest\u00f5es espec\u00edficas sobre a expans\u00e3o dos povos falantes de l\u00ednguas aruaque nas terras baixas da Am\u00e9rica do Sul, tais como seus motivos, meios e car\u00e1ter. Schmidt indica que essa expans\u00e3o teria acontecido menos em termos populacionais, no sentido de grupos inteiros se deslocarem para novos territ\u00f3rios, mas sobretudo de predomin\u00e2ncia social e cultural.<br \/>\n<br \/>\nDenominador comum das diversas culturas aruaques, o cultivo de milho e de mandioca revela-se pe\u00e7a fundamental no seu processo de complexifica\u00e7\u00e3o, dadas as rela\u00e7\u00f5es entre agricultura, economia e as expans\u00f5es territoriais e culturais promovidas por estes povos. Fornecendo recursos para a satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades pr\u00f3prias e de outros povos, os Aruaques tamb\u00e9m teriam constru\u00eddo rela\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia econ\u00f4mica com outros povos.<br \/>\n<br \/>\nEscrito no in\u00edcio do s\u00e9culo passado, durante o per\u00edodo da Primeira Guerra Mundial, Os Aruaques foi produzido originalmente como tese de doutorado de Schmidt e as ideias a\u00ed apresentadas marcam o conhecimento sobre estes e outros povos desde ent\u00e3o.<br \/>\n<\/p>\n<p>Schmidt realizou tr\u00eas expedi\u00e7\u00f5es no Brasil Central e no Paraguai (1900, 1910, 1926-28) e \u00e9 considerado um dos personagens mais importantes da tradi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 na etnologia americanista no s\u00e9culo XX. Schmidt emigrou da Alemanha em 1929, primeiro para o Brasil e depois para o Paraguai, onde ele faleceu perto de Assun\u00e7\u00e3o em 1950 em situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria.<br \/>\n<br \/>\nA tradu\u00e7\u00e3o da monografia de Schmidt \u00e9 acompanhada por uma introdu\u00e7\u00e3o de Peter Schr\u00f6der, uma avalia\u00e7\u00e3o comparativa da obra de Schmidt no contexto da etnologia alem\u00e3, escrita por Michael Kraus (Universit\u00e4t G\u00f6ttingen), a reimpress\u00e3o de um obitu\u00e1rio de autoria de Herbert Baldus (originalmente publicado em 1951) e um artigo de Paulo de Carvalho Neto (tamb\u00e9m publicado em 1951) sobre os \u00faltimos dias de Schmidt.<br \/>\n<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento do livro na UFPE acontecer\u00e1 num evento promovido pelo grupo de pesquisa HISTAS (Historiografia das Antropologias), vinculado ao PPGA da UFPE. A data ainda ser\u00e1 divulgada. <br \/> Acesse o  <a href=\"http:\/\/observamus.com.br\/index.php\/arauaques\/\"> site do evento <\/a> para mais informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":7960,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7943","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"aioseo_notices":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v14.6.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Lan\u00e7amento da primeira tradu\u00e7\u00e3o publicada de um cl\u00e1ssico da etnologia sulamericanista - observamus<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow\" \/>\n<meta name=\"googlebot\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta name=\"bingbot\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"http:\/\/observamus.com.br\/index.php\/2021\/11\/22\/lancamento-da-primeira-traducao-publicada-de-um-classico-da-etnologia-sulamricanista\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Lan\u00e7amento da primeira tradu\u00e7\u00e3o publicada de um cl\u00e1ssico da etnologia sulamericanista - observamus\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Ser\u00e1 lan\u00e7ada no dia 8 de novembro, pela Editora Hedra (S\u00e3o Paulo), a primeira tradu\u00e7\u00e3o publicada de um cl\u00e1ssico da etnologia sulamericanista.  Petschelies, Erik &amp; Schr\u00f6der, Peter (eds.). 2021. Max Schmidt: Os Aruaques. Tradu\u00e7\u00e3o: Erik Petschelies (Cole\u00e7\u00e3o Mundo Ind\u00edgena) S\u00e3o Paulo: Hedra.  clique aqui para efetuar a compra online  Max Schmidt (1874-1950) dedicou sua vida de estudos aos povos ind\u00edgenas sul-americanos. Apesar de sua grande contribui\u00e7\u00e3o ao estudo das culturas e hist\u00f3ria desses povos, sua obra ainda \u00e9 pouco conhecida no Brasil. \u00c9 ele o autor do cl\u00e1ssico Os Aruaques, publicado originalmente em 1917, livro que at\u00e9 hoje ocupa o lugar de um dos mais originais e importantes estudos da etnologia sul-americanista. A obra levanta quest\u00f5es espec\u00edficas sobre a expans\u00e3o dos povos falantes de l\u00ednguas aruaque nas terras baixas da Am\u00e9rica do Sul, tais como seus motivos, meios e car\u00e1ter. Schmidt indica que essa expans\u00e3o teria acontecido menos em termos populacionais, no sentido de grupos inteiros se deslocarem para novos territ\u00f3rios, mas sobretudo de predomin\u00e2ncia social e cultural. Denominador comum das diversas culturas aruaques, o cultivo de milho e de mandioca revela-se pe\u00e7a fundamental no seu processo de complexifica\u00e7\u00e3o, dadas as rela\u00e7\u00f5es entre agricultura, economia e as expans\u00f5es territoriais e culturais promovidas por estes povos. Fornecendo recursos para a satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades pr\u00f3prias e de outros povos, os Aruaques tamb\u00e9m teriam constru\u00eddo rela\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia econ\u00f4mica com outros povos. Escrito no in\u00edcio do s\u00e9culo passado, durante o per\u00edodo da Primeira Guerra Mundial, Os Aruaques foi produzido originalmente como tese de doutorado de Schmidt e as ideias a\u00ed apresentadas marcam o conhecimento sobre estes e outros povos desde ent\u00e3o.  Schmidt realizou tr\u00eas expedi\u00e7\u00f5es no Brasil Central e no Paraguai (1900, 1910, 1926-28) e \u00e9 considerado um dos personagens mais importantes da tradi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 na etnologia americanista no s\u00e9culo XX. Schmidt emigrou da Alemanha em 1929, primeiro para o Brasil e depois para o Paraguai, onde ele faleceu perto de Assun\u00e7\u00e3o em 1950 em situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria. A tradu\u00e7\u00e3o da monografia de Schmidt \u00e9 acompanhada por uma introdu\u00e7\u00e3o de Peter Schr\u00f6der, uma avalia\u00e7\u00e3o comparativa da obra de Schmidt no contexto da etnologia alem\u00e3, escrita por Michael Kraus (Universit\u00e4t G\u00f6ttingen), a reimpress\u00e3o de um obitu\u00e1rio de autoria de Herbert Baldus (originalmente publicado em 1951) e um artigo de Paulo de Carvalho Neto (tamb\u00e9m publicado em 1951) sobre os \u00faltimos dias de Schmidt.  O lan\u00e7amento do livro na UFPE acontecer\u00e1 num evento promovido pelo grupo de pesquisa HISTAS (Historiografia das Antropologias), vinculado ao PPGA da UFPE. A data ainda ser\u00e1 divulgada. 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